FICHA TÉCNICA: Freijó

Nome Científico: Cordia goeldinana Huber

Família: Boraginaceae

Nome Comercial BRASIL: freijó, frei-jorge, freijó-branco, freijó-preto, freijó-rajado, freijó-verdadeiro, louro-freijó.

Origem:Na Guiana Francesa e no Brasil, na floresta amazônica, em regiões de matas altas de terra firme, com maior ocorrência no estado do Pará, encontra-se também nos estados do Acre, do Amapá, de Rondônia, do Maranhão, do Tocantins e do Mato Grosso.

Habitat: Árvore de tronco reto, cilíndrico, com altura comercial de 7 a 26 m e diâmetro variando de 45 a 61 cm. Em áreas de ótimo crescimento pode atingir até 90 cm de diâmetro e 40 m de altura.

Características Morfológicas:Árvore de tronco reto, cilíndrico, com altura comercial de 7 a 26 m e diâmetro variando de 45 a 61 cm. Em áreas de ótimo crescimento pode atingir até 90 cm de diâmetro e 40 m de altura.

Características Gerais: Cerne de coloração pardo-amarelada ou até pardo claro acastanhado, uniforme ou com listas mais escuras bem esmaecidas e paralelas, raramente exibindo tonalidade rósea. O alburno é pardacento ou branco-acinzentado, com espessura variando de 1,5 a 5,0 cm. Textura média, grã geralmente direita, superfície lustrosa e moderadamente áspera ao tato.
Grã: Direita a cruzada revessa
Textura: Média
Cheiro: imperceptível
Gosto: imperceptível

Secagem: ao ar é boa com pouca ocorrência de defeitos, mas com tendência ao aparecimento de rachas de topo. E em estufa é muito rápida podendo ocorrer rachaduras e encanoamento moderados e forte endurecimento superficial, devendo-se seguir um programa de variação de temperaturas com escalonamento para perda de umidade.

Durabilidade: apresenta durabilidade moderada ao ataque de organismos xilófagos (fungos e insetos), entretanto apresenta baixa resistência ao ataque de cupins. A durabilidade desta madeira é inferior a 12 anos de serviço em contato com o solo.

Usos: Paisagismo: Arborização Urbana: praças e parques

Construção Civil: Leve em esquadrias: portas, venezianas, caixilhos; Leve interna estrutural: ripas, caibros; Leve interna, decorativa: lambris, painéis, molduras, guarnições, forros.

Mobiliário: Alta qualidade: móveis finos e decorativos.

Outros usos: Folhas faqueadas decorativas, laterais de escadas, degraus de escadas extensíveis, artigos de esportes e brinquedos, instrumentos musicais ou parte deles, moldes, peças torneadas, adornos e outros objetos de decoração, hélices e estruturas aeronáuticas, tanto de aeronaves experimentais (substituindo a sitka e o “spruce” comum nos EUA) como reposição de componentes de aeronaves antigas. Seu uso aeronáutico é homologado pelo CPT. Algumas aeronaves tradicionais brasileiras como o paulistinha têm largo emprego de freijó em sua estrutura.

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